Estevanato não consegue apoio para curta sobre Alzheimer

Home / Estevanato não consegue apoio para curta sobre Alzheimer

Estevanato não consegue apoio para curta sobre Alzheimer

‘É frustrante ver que não estamos conseguindo nenhuma empresa para associar seu nome ao nosso projeto. Estamos em via de desistir’, desabafa o diretor Alexandre Estevenato

"É frustrante ver que não estamos conseguindo nenhuma empresa para associar seu nome ao nosso projeto. Estamos em via de desistir."

O desabafo é do diretor Alexandre Estevanato, de Rio Preto, que já produziu 12 filmes, entre longas e curtas, no decorrer de 12 anos de carreira, e que, desde seu mais recente lançamento, o curta Luiz, não está conseguindo patrocínios para dar vida a novos projetos.

Em entrevista ao Diário, Estevenato informou que apenas vem recebendo ‘não’ das empresas que procura para conseguir patrocínio para o curta Minha Mãe, Minha Filha, que tem o Mal de Alzheimer como tema central. 

O elenco da nova produção do diretor de Rio Preto conta com as atrizes Eva Wilma e Sílvia Buarque. No entanto, o novo trabalho precisa ser gravado até a primeira quinzena de setembro, quando as atrizes iniciarão um novo projeto com a Rede Globo e não terão mais espaço em suas agendas para participar da produção rio-pretense.

O curta Luiz, o último lançamento de Estevanato, que conta com a atriz Nicete Bruno no elenco, foi produzido com recursos do próprio diretor e de sua esposa, Cintia Sumitani, responsável pelo roteiro.

"Acabamos de sair de um grande projeto e queríamos ter uma grande atriz conosco novamente. A Eva Wilma aceitou de imediato, todo o projeto está pronto, mas não conseguimos apoio. A ideia era rodar em Rio Preto para mostrar a cidade para o mundo", diz Estevanato, que já levou Luiz até para um festival na Colômbia.

Para dificultar ainda mais a situação, o edital deste ano do Prêmio Nelson Seixas, de Rio Preto, não contempla produção, apenas circulação. "Mesmo se eu conseguir um ProAC ICMS ficarei na dependência das empresas repassarem sua arrecadação do imposto em forma de patrocínio cultural."

O diretor reconhece que essa falta de apoio é um reflexo da crise econômica que o Brasil vem enfrentando, mas destaca que as empresas de Rio Preto e região não têm a cultura de patrocinar projetos ligados às artes. 

"O orçamento inicial desse novo projeto era de R$ 60 mil. Tentamos reduzir ao máximo, abrindo mão de nossos cachês e enxugando outras despesas. Chegamos a um orçamento de R$ 25 mil, mas mesmo assim está difícil", lamenta Estevanato.

Ele considera oportuno o tema explorado por Minha Mãe, Minha Filha, pois é algo que afeta muitas pessoas, mesmo que indiretamente. "Todo mundo tem contato com essa doença grave, tem alguém na família ou conhece alguém que já passou por isso. É um assunto que precisa ser dito", valoriza.

Source: Diario da Região

Leave a Comment